domingo, 1 de fevereiro de 2026

Paraná investe bilhões na conservação de rodovias no Estado

 


O governo do Paraná vai investir mais de R$ 4 bilhões neste ano na conservação de rodovias. Foram assinados 35 novos contratos de conservação do pavimento, atendendo mais de 8,5 mil km de pistas em todo o Estado. Mais cinco contratos estão com licitação quase concluída.

O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), assinou nesta semana os 35 novos contratos de conservação do pavimento de rodovias estaduais, um investimento de R$ 4.080.203.118,98.

Os contratos são parte do novo Programa de Manutenção e Conservação de Rodovias (ProMAC) do DER/PR, dividido em 40 lotes para atender todas as rodovias estaduais administradas pelo departamento. Os cinco lotes restantes estão com licitação sendo finalizada e serão contratados em breve também, atendendo mais 1.269,19 quilômetros.

“Este vai ser um dos grandes legados da gestão Ratinho Junior, um investimento bilionário em conservação de rodovias que começa agora, neste último ano, e vai se estender pelos próximos, dando continuidade ao grande trabalho realizado até agora”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

“Quando assumimos, em 2019, passamos os primeiros meses visitando órgãos de controle procurando uma solução para os vários contratos paralisados que haviam sido assinados no final da gestão antiga, deixando várias regiões sem serviço de recape, de tapa-buracos. Estamos garantindo que isso não vai acontecer para a próxima gestão, que vai poder, desde o início, focar na realização de grandes obras, sabendo que as rodovias que já temos estão bem cuidadas”, acrescenta.

O ProMAC prevê a conservação periódica, com serviços de fresagem, reperfilagem, microrrevestimento asfáltico e aplicação de camada de reforço em concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ); e a conservação de segurança ao usuário, com as soluções de remendos superficiais, remendos profundos, além da selagem de trincas com emulsão asfáltica e pó de pedra ou areia.

Também estão contempladas a conservação dos acostamentos, melhorias no sistema de drenagem de águas, sinalização horizontal, tachas e tachões refletivos, e serviços complementares. Cada contrato tem duração de 1.095 dias (três anos).

“O ProMAC é o carro-chefe de nossa estratégia de conservação da malha rodoviária estadual, concentrando o maior volume de investimentos”, diz o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti. “Mas temos também o ProFaixa, focado na conservação da faixa de domínio, que terá contratos assinados em breve; o ProRestaura, de restauração de trechos mais antigos e com pavimento mais desgastado, com o primeiro lote sendo licitado; e estamos com o edital na praça do novo programa de operação de tráfego, que contempla a inspeção das rodovias, monitoramento do tráfego e os serviços de guinchos leves e pesados”, explica.

O DER/PR está planejando ainda novas iniciativas de manutenção de obras de arte especiais (OAEs), como pontes e viadutos, e de reforço da segurança viária nas rodovias estaduais.

SERVIÇOS – O ProMAC vai substituir contratos antigos de conservação de vários outros programas anteriores do DER/PR, que estavam sendo mantidos enquanto eram licitados os 40 lotes.

Segundo o diretor de Operações do DER/PR, Alexandre Castro Fernandes, o novo programa de manutenção e conservação foi elaborado a partir de levantamentos funcionais e estruturais do pavimento, com apoio do Sistema de Gerência de Pavimentos, um software desenvolvido exclusivamente para o DER do Paraná, para apoiar a tomada de decisões quanto a cada trecho. “Isso vai resultar em serviços muito mais eficientes e específicos para as necessidades das rodovias, o que também garante mais durabilidade e segurança a longo prazo”, afirma.

Caça F-39 Gripen chega como arma secreta da defesa brasileira.

 


O Brasil entrou de vez na era dos caças de ponta com o F-39 Gripen. Desenvolvido pela sueca Saab, o modelo multimissão chega para modernizar a Força Aérea Brasileira (FAB) e elevar o nível da defesa aérea nacional, segundo informações de O Antagonista. A aeronave substitui caças antigos e traz tecnologia alinhada aos padrões das principais forças aéreas do mundo.

O Gripen F-39 é capaz de defender o espaço aéreo, atacar alvos no solo, realizar reconhecimento e policiamento aéreo, tudo na mesma plataforma. Ele vem equipado com radar de varredura eletrônica, guerra eletrônica, comunicação criptografada e operação em rede, ampliando a consciência situacional em operações conjuntas.

Pronto para decolar 24 horas por dia em missões de alerta, o F-39 carrega mísseis ar-ar de curto e médio alcance, como IRIS-T e Meteor, garantindo proteção a pontos estratégicos e capacidade de dissuasão eficaz. A versão de dois assentos, Gripen F, permite treinamento avançado e comando de missões complexas, com participação da indústria nacional e transferência de tecnologia.

O caça foi escolhido por unir desempenho de ponta a custos operacionais competitivos, manutenção facilitada e atualização contínua de sistemas. Segundo especialistas, ele se adapta a qualquer cenário, do tempo de paz a operações de maior intensidade, consolidando o Brasil como uma potência aérea na América do Sul.


Master tinha ‘somente’ R$ 4 mihões em caixa antes da liquidação, disse diretor do Banco Central

 


Banco Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa na véspera da liquidação decretada pelo Banco Central, segundo depoimento do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, à Polícia Federal. Para uma instituição de médio porte, o valor considerado adequado em ativos líquidos seria de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões.

Segundo Aquino, o Master, que possuía cerca de R$ 80 bilhões em ativos, enfrentava grave crise de liquidez antes da liquidação, ocorrida em 18 de novembro. O diretor afirmou que a situação tornava essencial o acompanhamento constante da supervisão do BC.

O dirigente também relatou dificuldades do Banco Central para fiscalizar operações do Will Bank, instituição ligada ao Master e liquidada posteriormente, devido a entraves no monitoramento das movimentações financeiras.

O depoimento foi prestado no âmbito das investigações da PF e do STF sobre as operações do Banco Master e as relações de seu controlador, Daniel Vorcaro, com o BRB.

Aquino afirmou ainda que não sofreu pressão política para decidir sobre a liquidação do banco e que os métodos de auditoria adotados foram suficientes para identificar as irregularidades.


Sócio de Lulinha foi morar na Europa quando apuração da Farra do INSS avançou

 


Kalil Bittar, empresário que já foi sócio de Lulinha, passou a morar em Portugal no período em que avançaram as investigações sobre desvios de recursos de aposentados do INSS. Segundo informações do Metrópoles, ele vive há pelo menos um ano na região metropolitana de Lisboa. A mudança ocorreu no mesmo contexto em que o filho do presidente Lula decidiu se estabelecer em Madri, na Espanha.

Embora não sejam mais sócios formais no Brasil desde 2023, Lulinha e Bittar estariam concentrando negócios no exterior. Bittar teria se mudado antes, ficando em uma residência dentro do Hotel Sheraton, em Cascais. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade.

Segundo o Metrópoles, Bittar teria se aproximado da lobista Roberta Luchsinger e do investigado conhecido como “Careca do INSS” para tratar da intermediação da venda de canabidiol ao SUS, com relatos citando a influência do sobrenome de Lulinha. Depoimento de colaborador à Polícia Federal menciona pagamento de R$ 30 milhões, mesada de R$ 300 mil e custeio de passagens em classe executiva, informações negadas pelas defesas.

Os negócios também envolveriam a RL Consultoria e Intermediações Ltda., de Roberta Luchsinger, que admite ter prestado serviços na área de regulação do canabidiol, mas nega participação na chamada “Farra do INSS”. No fim de 2025, Bittar foi alvo da operação Coffee Break, da Polícia Federal, que apura suposto tráfico de influência no setor educacional, acusações igualmente negadas pela defesa.


Gleisi chama Tarcísio de “cara de pau” após fala sobre crise moral

 


A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, atacou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, após ele afirmar que o Brasil vive uma “crise moral”. A reação veio depois de Tarcísio visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papuda, em Brasília, e comentar o cenário político e econômico do país.

A fala do governador ocorreu na quinta-feira (29), quando ele declarou que o Brasil “tem uma crise fiscal contratada e hoje enfrenta uma crise moral”. No dia seguinte, sexta (30), Gleisi respondeu por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), afirmando ser “muita cara de pau” Tarcísio falar em crise moral após a visita a Bolsonaro.

Na postagem, a ministra citou doações de campanha recebidas por Tarcísio e Bolsonaro em 2022, feitas pelo empresário Fabiano Zettel. Segundo Gleisi, Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e foi preso temporariamente pela Polícia Federal no último dia 16, quando embarcava para Dubai. As doações mencionadas constam nos dados oficiais do TSE.

De acordo com o TSE, Fabiano Zettel foi o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas em 2022, com um total de R$ 5 milhões — R$ 3 milhões para Bolsonaro, que disputava a reeleição, e R$ 2 milhões para Tarcísio, eleito governador de São Paulo.


Toffoli conversou com ministros do STF antes de divulgar nota sobre investigações do Banco Master

 


O ministro Dias Toffoli informou previamente colegas do STF antes de divulgar, na quinta-feira (29), uma nota sobre o andamento da investigação das fraudes no Banco Master. Ele não antecipou o conteúdo nem pediu opiniões, apenas avisou para evitar ruídos internos em uma Corte já dividida sobre o caso.

A iniciativa ocorreu após críticas à condução do processo. Em conversas com o gabinete, Toffoli avaliou que era necessário esclarecer publicamente os rumos da apuração e retirar o sigilo do que fosse possível, sem prejudicar as investigações.

No STF, há expectativa de divulgação de novos trechos. A nota, com 11 itens, reforça que o relator foi definido por sorteio, que o sigilo já existia na primeira instância e que o foro foi fixado com base em parecer da PGR.

Toffoli também informou que a Polícia Federal pediu mais 60 dias para concluir as investigações. Segundo o ministro, o processo segue de forma regular e, ao final, será decidido se o caso permanece no STF ou retorna à primeira instância.

Mesmo após o movimento, o tribunal segue dividido. Parte dos ministros vê normalidade na condução do caso; outra ala defende que a investigação volte ao primeiro grau, possibilidade que, segundo Toffoli, não deve ocorrer agora.


Simone Tebet afirma que deixará ministério do planejamento até 30 de março: “coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político”

 


A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), afirmou que deixará o governo até março para disputar as eleições. Em meio às especulações sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo, ela disse que tratou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apenas da disputa ao Senado, mas que deve tomar uma decisão com o petista antes do carnaval. Na mais recente conversa que teve com Lula, Tebet afirmou que se colocou à disposição do petista.

“Me coloquei à disposição do presidente. Como havia essas discussões de ser candidata ao Senado, ao governo, pelo Mato Grosso do Sul, por São Paulo, eu deixei claro: vou deixar a minha vontade pessoal de lado para atender a um projeto político de país. Ele não me respondeu qual é, não me disse onde eu tenho que jogar nesse tabuleiro eleitoral”, afirmou a ministra. “Coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político.”

Indefinição para qual cargo concorrerá nas eleições

A ministra participou nesta sexta-feira, em São Paulo, do lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público (OQGP), do Insper. Em coletiva de imprensa após o evento, ela afirmou que não há nada definido e que terá mais uma conversa com o presidente antes do carnaval para definir a qual cargo concorrerá.

“Na conversa que tive com o presidente, a primeira de pelo menos mais uma que terei, com certeza antes do carnaval, é que eu deixo o ministério do Planejamento e Orçamento até o dia 30 de março, ou quando o presidente definir, porque o presidente entende que eu sou importante no processo eleitoral. Começamos a discutir apenas a minha candidatura ao Senado Federal”, disse Tebet, deixando em aberto se a candidatura seria por São Paulo ou pelo seu Estado, Mato Grosso do Sul. “Fizemos alguns exercícios para ver onde eu posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada, não era o intuito. Ele queria me ouvir.”


Oposição arma ofensiva em cinco frentes para pressionar governo Lula em ano eleitoral.

 


A oposição bolsonarista no Congresso Nacional se organiza para atuar em cinco frentes estratégicas com o objetivo de desgastar politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo de um ano decisivo, marcado pelas eleições de outubro. A atuação deve ganhar força a partir do fim do recesso parlamentar, em fevereiro, ainda que o calendário eleitoral reduza o ritmo das atividades legislativas nos meses seguintes.

O Partido Liberal (PL) concentra esforços principalmente em duas linhas: a tentativa de reverter a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e o uso intensivo de CPIs e CPMIs para manter temas sensíveis ao governo no centro do debate público. Entre as prioridades está a derrubada do veto de Lula ao projeto da Dosimetria, que altera penas de condenados pela trama golpista e poderia beneficiar Bolsonaro — votação que a oposição tenta antecipar para antes do carnaval.

Além disso, o bolsonarismo pretende prorrogar a CPI do INSS, ampliar a pressão pela criação da CPI do Banco Master e da CPMI da Secom, além de avançar em pautas ligadas à segurança pública, tema considerado eleitoralmente sensível. A preferência por comissões mistas se deve à criação automática mediante número mínimo de assinaturas, sem depender do aval dos presidentes da Câmara ou do Senado.

Apesar da ofensiva anunciada, integrantes do Supremo Tribunal Federal avaliam que o avanço dessas iniciativas tende a ser limitado pelo próprio calendário eleitoral, que deve deslocar o foco dos parlamentares para as campanhas em suas bases. Ainda assim, lideranças da oposição afirmam que a estratégia seguirá ativa tanto na Câmara quanto no Senado, onde também está no radar a sabatina do indicado de Lula ao STF, Jorge Messias.