De acordo com a liderança sindical, as tentativas de diálogo ocorrem desde o ano passado, mas a prefeitura tem adiado a apresentação de uma proposta oficial. A principal reivindicação é a correção da tabela salarial, que poderia ser aplicada de forma parcelada, respeitando o orçamento municipal existente. "Precisamos que o prefeito converse com a categoria. Há orçamento para corrigir essa defasagem, é claro que não tudo de uma vez, mas pelo menos para que ela seja corrigida em algumas parcelas", comentou.
Ainda segundo a presidente, o prefeito chegou a marcar uma reunião para a tarde desta quinta-feira, mas o encontro não ocorreu de forma oficial. Alguns representantes municipais da categoria compareceram ao local, porém não houve apresentação de propostas nem formalização de novos prazos. Há uma sinalização informal de uma reunião para esta sexta-feira, às 14h, mas o sindicato aguarda a confirmação documental para validar a agenda. "Eles não reconhecem a APP como sindicato da classe. Eles precisam oficializar estas reuniões para que a gente possa negociar", acrescentou Isabel Cristina.
O calendário de mobilização continua na próxima semana, com uma manifestação marcada para esta segunda-feira (23) na Câmara de Vereadores. Na terça-feira (24), os profissionais da educação realizam uma Assembleia Extraordinária para avaliar os resultados das conversas com o Executivo. Caso não ocorra avanço nas negociações até o início da próxima semana, a categoria não descarta a deflagração de uma greve na rede municipal de ensino.
