terça-feira, 9 de junho de 2026

Entenda por que Virginia entrou na mira da Polícia Federal

 


As movimentações financeiras da Talismã Digital, empresa de agenciamento de influenciadores pertencente a Virginia Fonseca, passaram a ser alvo de investigação da Polícia Federal (PF). Segundo informações divulgadas pelo programa “Domingo Espetacular ”, da Record, relatórios produzidos pela corporação com base em dados analisados após o encerramento da CPI das Bets apontam possíveis irregularidades fiscais, financeiras e indícios de lavagem de dinheiro.

O principal alerta surgiu após uma análise do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf), que identificou uma movimentação de R$ 22,4 milhões nas contas da Talismã Digital em apenas sete meses, entre março e setembro de 2024.

Desse valor, R$ 21,4 milhões teriam sido movimentados por meio de 44 transferências via Pix, enquanto outros R$ 1 milhão entraram na conta da empresa através de TEDs (Transferência Eletrônica Disponível).

O ponto que mais chamou a atenção dos investigadores foi a origem de parte significativa desse montante . Cerca de R$ 17,7 milhões foram transferidos para a Talismã Digital pela empresa Amp Pay Marketing.

Segundo a reportagem, a empresa opera no regime tributário do Simples Nacional, modalidade que estabelece um limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões. Para a Polícia Federal, o fato de uma empresa enquadrada nesse modelo movimentar um valor quase quatro vezes superior ao teto permitido em favor de um único cliente pode indicar inconsistências operacionais e possíveis fraudes fiscais.

Em nota oficial enviada à Record, a equipe jurídica que representa Virginia Fonseca rebateu as suspeitas e declarou que não há qualquer ilegalidade nas operações da influenciadora. A defesa argumentou que a classificação de uma movimentação como "atípica" pelos órgãos de controle é um procedimento padrão de monitoramento e não se traduz, por si só, na existência de um crime ou irregularidade.